Dinheiro, fama e sedução. Uma mistura perigosa que sepultou o destino de grandes nomes do futebol.
Ranulfo Pereira Machado nasceu na cidade de Ilhéus (BA), em 27 de maio de 1925.
Ganhou destaque jogando na categoria infantil da Liga Praiana de Ilhéus, por um time chamado Brasil. Depois, na juventude, Ranulfo jogou pelo Santa Cruz de Ilhéus, até ser encaminhado ao Esporte Clube Ypiranga de Salvador (BA).
No Ypiranga, Ranulfo assinou seu primeiro compromisso. Em 1949 foi transferido para o América do Rio de Janeiro, apesar das enormes dificuldades colocadas pelos dirigentes do Ypiranga na liberação do jogador.
No time de Campos Sales, Ranulfo viveu sua fase mais produtiva e chegou ao vice-campeonato carioca de 1950. Era o termômetro do time jogando pela meia-esquerda, ao lado dos atacantes Walter ou Natalino, Maneco, Dimas e Jorginho.

Crédito: revista Esporte Ilustrado – Material publicado no site museudosesportes.blogspot.com.br.
Com boas atuações durante o campeonato carioca, seu nome foi lembrado nas convocações do selecionado carioca na disputa do campeonato brasileiro de seleções.
Prudente com o resultado dos bons contratos que assinou, Ranulfo guardava suas economias e tinha o sonho de ser comerciante de automóveis.
Abaixo, uma das importantes participações de Ranulfo na grande campanha do campeonato carioca de 1950:
30 de dezembro de 1950 – Campeonato carioca segundo turno – América 3×2 Flamengo – Estádio do Maracanã – Árbitro: Sunderlad – Gols: Durval aos 20′ do primeiro tempo; Dimas aos 52′, Natalino aos 63′, Godofredo aos 75′ (pênalti) e Esquerdinha aos 79′ (pênalti) do segundo tempo.
Flamengo: Cláudio, Osvaldo e Juvenal; Aristóbulo, Walter e Bigode; Biguá, Harry, Durval, Beto e Esquerdinha. Técnico: Jaime de Almeida. América: Osni, Joel e Osmar; Rubens, Osvaldinho e Godofredo; Natalino, Maneco, Dimas, Ranulfo e Jorginho. Técnico: Délio Neves.

Ataque do América em 1951 no Maracanã. Partindo da esquerda; Walter, Maneco, Dimas, Ranulfo e Jorginho. Crédito: revista O Globo Sportivo número 667.
Com sua popularidade em alta, Ranulfo acabou se envolvendo com uma mocinha menor de idade e passou dos limites.
Sem ter certeza que o filho era seu, Ranulfo se casou com outra mulher. Os pais da mocinha exigiram uma reparação e o jogador foi denunciado por crime de sedução.
Com o processo em andamento, os dirigentes do América prometeram apoio e assistência jurídica. Sem cabeça para continuar no futebol carioca, Ranulfo estudou com maior cuidado o interesse de outros clubes.
Mas os homens do América não cumpriram o prometido e Ranulfo foi condenado e preso no Sanatório Penal de Bangú.
Cumprindo sua pena, Ranulfo fez amigos e organizava partidas enquanto o tempo passava. O bom comportamento amenizou a pena, mas fez o futebol carioca perdeu um grande talento.

Crédito: revista O Globo Sportivo número 669.

Crédito: Jornal A Noite – Quarta Feira, 1 de outubro de 1952.
No segundo semestre de 1952, Ranulfo foi contratado pela Associação Portuguesa de Desportos, onde deu a volta por cima, mas não permaneceu por muito tempo.
Na época, a Lusa do técnico Jim Lopes contava com uma forte linha ofensiva, que brilhantemente conquistou o Torneio Rio-São Paulo de 1952: Julinho Botelho, Renato (Leopoldo), Nininho, Pinga e Simão.
Em seguida, o ótimo meio-campista da cidade de Ilhéus acertou suas bases com o São Paulo Futebol Clube. Abaixo, uma das participações de Ranulfo pelo tricolor paulista no Torneio Rio-São Paulo de 1953:
11 de abril de 1953 – Torneio Rio-São Paulo – São Paulo 1×1 Palmeiras – Estádio do Pacaembu – Árbitro: Jorge Miguel – Gols: Pé de Valsa aos 57‘ e Odair aos 85‘ do segundo tempo.
São Paulo: Poy; De Sordi e Mauro; Bauer, Pé de Valsa e Alfredo; Lanzoninho, Negri (Gomes), Gino, Ranulfo e Teixeirinha. Técnico Vicente Feola. Palmeiras: Cláudio; Rubens e Juvenal; Fiume, Luiz Villa e Dema; Guanxuma, Liminha, Carlyle, Jair Rosa Pinto e Odair. Técnico Ondino Viera.

Ranulfo na Portuguesa. Crédito: Jornal Mundo Esportivo número 406 – Terça Feira, 9 de dezembro de 1952.

Partindo da esquerda; Teixeirinha, Gino e Ranulfo. Crédito: revista Tricolor.
Integrante do elenco campeão paulista de 1953, Ranullfo deixou o time do Morumbi em 1954, quando firmou compromisso com o Esporte Clube Noroeste da cidade de Bauru (SP).
Pelo Noroeste, Ranulfo fez parte de uma boa linha ofensiva ao lado de Colombo, Zeola, Rebôlo e Luíz Marini. O comando técnico era de Dário Letona.
Apesar da boa passagem pelo futebol paulista, Ranulfo sempre será lembrado pelas grandes partidas que fez com a camisa do América.
Algumas fontes apontam que Ranulfo também jogou pelo Bragantino (SP) e pelo Paranavaí (PR). Não foram encontrados registros sobre sua vida pessoal ou profissional depois de deixar os gramados.

Figurinha de Ranulfo quando passou pelo Noroeste de Bauru (SP). Crédito: albumefigurinhas.no.comunidades.net.

Colombo, Ranulfo e Luiz Marini nos tempos de Noroeste. Crédito: site do Milton Neves.
Créditos de imagens e informações para a criação do texto: revista Placar, revista Esporte Ilustrado, revista O Globo Sportivo, revista Tricolor, Jornal A Noite (por Indaiassú Leite e Jorge Leal), Jornal Mundo Esportivo, cacellain.com.br, campeoesdofutebol.com.br, globoesporte.globo.com, museudosesportes.blogspot.com.br, site do Milton Neves,
DO:albumefigurinhas.no.comunidades.net.
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