Nem todo sentimento que nos move é amor. Às vezes, o que chamamos de amor é apenas o reflexo de um apego, de uma esperança frustrada ou da dificuldade de aceitar o fim. Há momentos em que nos vemos lutando com todas as forças para salvar uma relação, mas no fundo, estamos tentando manter viva uma ilusão. E é aí que mora o perigo: insistir demais em algo que já se desfez pode nos afastar da nossa própria essência.
Relacionamentos saudáveis exigem esforço mútuo, entrega equilibrada e conexão real. Quando esses elementos deixam de existir e a relação passa a depender apenas da tentativa desesperada de uma das partes, é preciso parar e refletir: você está tentando salvar um amor recíproco ou apenas segurando os cacos de uma história que não existe mais?
Muitas vezes, o que prolonga o sofrimento não é o fim em si, mas a negação dele. Alimentamos lembranças de momentos bons, ignoramos os sinais de desgaste, justificamos a ausência do outro com desculpas que nós mesmos criamos. Idealizamos a pessoa, revivemos o passado em busca de provas de que vale a pena continuar. Mas o tempo atual, aquele em que o outro já não demonstra interesse, cuidado ou presença, grita a verdade que tentamos silenciar: talvez o amor já tenha acabado — ou nem tenha existido da forma como imaginamos.
É importante diferenciar o amor verdadeiro da necessidade de aprovação, do medo da solidão ou da dependência emocional. Amor saudável fortalece, acolhe, respeita e cresce com o tempo. Ilusão, por outro lado, desgasta, frustra, sufoca e nos faz viver em um eterno estado de expectativa, onde o amanhã sempre parece promissor, mas nunca chega de fato.
Você se sente constantemente ansiosa, insegura, em dúvida sobre o que o outro sente? Sente que precisa se provar o tempo todo para merecer atenção ou carinho? Se pega justificando atitudes que te machucam? Tudo isso são sinais de que você pode estar tentando manter viva uma fantasia construída sobre promessas não cumpridas e afetos que não se confirmam na prática.
É doloroso admitir que talvez tenhamos amado sozinhos, ou que o outro só estava presente enquanto era conveniente. Porém, esse reconhecimento é também o primeiro passo para a cura. Quando abrimos os olhos para a realidade, por mais dura que ela seja, ganhamos a chance de reconstruir nossa vida com mais verdade e menos ilusão.
Você merece um amor real. Um amor que esteja, que fique, que cuide, que te valorize sem que você precise implorar por isso. Um amor que não machuca mais do que cura. Um amor que se demonstra nos detalhes do cotidiano e não apenas em promessas vazias.
Portanto, pare e olhe com sinceridade para a sua relação: o que você está tentando salvar? O amor genuíno, que tem base sólida e vontade recíproca de permanecer? Ou uma ideia romântica que só existe na sua mente e que não encontra mais espaço na realidade?
Amar também é saber a hora de soltar com sugar baby. É respeitar a si mesma ao ponto de não insistir em algo que te consome. É entender que você não perde um amor ao se afastar do que te machuca — você se reencontra. E, muitas vezes, isso é mais valioso do que qualquer relação que nos prende a uma mentira disfarçada de sentimento.
Se for amor, ele não te fará duvidar o tempo todo. Se for real, não te deixará carregando tudo sozinha. Se for verdadeiro, não será preciso lutar contra si mesma para mantê-lo vivo.
E se não for, liberte-se. Porque às vezes, salvar a si mesma é mais urgente do que salvar a relação.
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